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Acompanhei (como muitos mídia) a vida da família Portas. Cada um pelo seu motivo, todos se destacaram.
Quando soube da morte do Miguel Portas, acabei por fazer uma retrospectiva. Lembrei-me das tardes passadas em cima da cama da minha avó com todas aquelas Máximas maravilhosamente perfumadas pelas amostras, e a nota editorial escrita pela Helena Sacadura Cabral. Lembrei-me do Paulo Portas, das minhas discussões com amigos por questões políticas, pensei na Catarina Portas dos Quiosques de Refresco, nas andorinhas da Casa Portuguesa.Quando olhamos para o lado e o que vemos é uma família não apenas uma pessoa, sentimos ainda mais a dor de todos.
Há personalidades que se percebe que são mais amadas que outras, que a morte pode ser muito mais que a homenagem em vida quando se fala em perceber como alguém foi importante como pessoa.Porque na homenagem a quem morre não se espera nada em troca, apenas se homenageia.
O Miguel Portas não morreu apenas para a família morreu para o país, e isso viu-se no seu velório. Morreu um filho, um irmão, um pai mas acima de tudo um grande político.
Desemprego para uns...

Hoje de manhã estava a ouvir um posto de rádio onde um rapaz entrevistado se queixava de ter perdido o emprego por causa da nova lei. Saiu e foi substituido por dois estagiários, sempre sai mais barato às empresas, primeiro pagam menos por cada um e depois enviam um para o desemprego e ganham dois...parece-me que algo neste país não anda bem...
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